Há mais de três décadas, Paulo Netho caminha como quem semeia versos pelo mundo. Onde chega, oferece corpo e voz às crianças — e também aos adultos que ousam brincar.
Cada encontro se abre como um jardim de palavras, onde a imaginação floresce em cores inesperadas. Seu itinerário é feito de poesias, parlendas e trava-línguas, fios que se entrelaçam em apresentações leves, ritmadas, quase dançantes.
Em escolas, teatros, bibliotecas e livrarias, Paulo abre espaço para que o vento sopre nas palavras e os pés se deixem levar pelos sonhos. Durante 45 minutos, o tempo se suspende.
O público mergulha num universo onde a tradição oral se renova, e a poesia deixa de ser apenas texto para se tornar experiência viva — um instante em que o riso, o espanto e a delicadeza se encontram.
Mas O homem das poesias não fala apenas para as infâncias: ele conversa com elas, joga junto, inventa e reinventa. Seu trabalho é um convite para que todos — crianças e adultos — descubram que brincar com palavras é também brincar com os caminhos sagrados dos encontros, onde cada verso é ponte e cada rima, celebração.
E quando o espetáculo termina, não é o silêncio que fica — mas o eco das palavras brincando dentro de cada um.
Paulo Netho, o homem das poesias, segue adiante como quem espalha sementes de imaginação. Em cada verso, abre caminhos para que crianças e adultos descubram que a poesia não é apenas arte: é respiração, é encontro, é celebração da vida que dança em nós.
Foto: Luísa Camargo
